Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: como escolher o regime certo
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Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: como escolher o regime certo

O regime tributário define quanto sua empresa paga de impostos e como emite notas. Veja a diferença entre Simples, Presumido e Real e qual é o melhor para você.

Equipe NF-Lion

Equipe NF Lion

28 de fevereiro de 2026
4 min de leitura
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Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: como escolher o regime certo

O regime tributário é uma das decisões mais importantes de uma empresa. Ele define quanto você paga de impostos, como emite notas e como declara. Escolher errado pode custar caro — literalmente. Este guia compara os três regimes principais.

Os três regimes principais

1. Simples Nacional (Anexo)

O Simples Nacional unifica vários impostos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, CPP, ICMS, ISS) em uma única guia (DAS), calculada sobre o faturamento mensal.

Quem pode optar:

  • Microempresa (ME): faturamento até R$ 360.000/ano
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): faturamento até R$ 4.800.000/ano
  • MEI: faturamento até R$ 81.600/ano (subcategoria do Simples)

Alíquota: varia de 4% a 33%, dependendo do anexo (tipo de atividade) e da faixa de faturamento.

Vantagens:

  • Impostos unificados em uma guia
  • Alíquota geralmente menor para pequenas empresas
  • Menos obrigações acessórias
  • Emissão de nota sem destaque de ICMS (exceto ST)

Desvantagens:

  • Não aproveita crédito de ICMS/PIS/COFINS
  • Alíquota sobe com o faturamento (pode ficar cara para EPP no topo)
  • Não pode ter sócio no exterior
  • Atividades reguladas (médico, advogado) têm restrições

2. Lucro Presumido

No Lucro Presumido, o imposto é calculado sobre uma base presumida de lucro — um percentual fixo do faturamento, independentemente do lucro real.

Quem pode optar:

  • Empresas com faturamento até R$ 78 milhões/ano
  • Atividades não restritas ao Simples (ex: serviços médicos, advogacia com sócios)

Base de presunção:

  • Comércio/indústria: 8% do faturamento
  • Serviços em geral: 32% do faturamento
  • Transporte de carga: 32%
  • Revenda de combustível: 1,6%

Impostos pagos separadamente:

  • IRPJ: 15% sobre a base presumida
  • CSLL: 9% sobre a base presumida
  • PIS: 0,65% sobre o faturamento
  • COFINS: 3% sobre o faturamento
  • ICMS: apurado normalmente (com destaque na nota)
  • ISS: apurado normalmente

Vantagens:

  • Carga tributária previsível
  • Aproveita crédito de ICMS/PIS/COFINS
  • Permite sócios no exterior
  • Boa para empresas com alta margem de lucro

Desvantagens:

  • Mais obrigações acessórias que o Simples
  • Impostos pagos em guias separadas
  • ICMS destacado em todas as notas

3. Lucro Real

No Lucro Real, o imposto é calculado sobre o lucro líquido real da empresa (receita menos despesas dedutíveis).

Quem é obrigado:

  • Empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões/ano
  • Bancos, seguradoras, factoring
  • Empresas com lucros do exterior
  • Pessoas jurídicas que auferiram ganhos de capital

Quem pode optar:

  • Qualquer empresa que não seja obrigada ao Real pode optar por ele (vantajoso em casos de prejuízo)

Impostos:

  • IRPJ: 15% sobre o lucro real (+ 10% adicional se lucro > R$ 20.000/mês)
  • CSLL: 9% sobre o lucro real
  • PIS: 1,65% sobre o faturamento (cumulativo para algumas)
  • COFINS: 7,6% sobre o faturamento
  • ICMS/ISS: apurado normalmente

Vantagens:

  • Se a empresa tem prejuízo, paga menos imposto
  • Aproveita todos os créditos
  • Mais flexível para planejamento tributário

Desvantagens:

  • Muito mais obrigações acessórias (SPED, e-LALUR, etc.)
  • Contabilidade mais complexa e cara
  • Impostos em guias separadas
  • ICMS destacado em todas as notas

Comparação rápida

CaracterísticaSimplesPresumidoReal
Faturamento máximoR$ 4,8M/anoR$ 78M/anoSem limite
Guia de impostosUma só (DAS)VáriasVárias
Destaque de ICMS na notaNão (exceto ST)SimSim
CST usadoCSOSNCSTCST
Crédito de ICMSNãoSimSim
Obrigações acessóriasPoucasMédiasMuitas
Complexidade contábilBaixaMédiaAlta

Como escolher: regras práticas

Escolha Simples Nacional se:

  • Faturamento até R$ 4,8M/ano
  • Atividade permitida no Simples
  • Quer simplicidade (uma guia, menos obrigações)
  • Não precisa aproveitar crédito de ICMS
  • Margem de lucro alta (a alíquota do Simples é sobre faturamento, não sobre lucro)

Escolha Lucro Presumido se:

  • Faturamento até R$ 78M/ano
  • Atividade não permitida no Simples (ou Simples ficou caro)
  • Margem de lucro alta (a presunção é favorável)
  • Precisa aproveitar crédito de ICMS
  • Quer menos complexidade que o Real

Escolha Lucro Real se:

  • Faturamento acima de R$ 78M/ano (obrigatório)
  • Margem de lucro baixa ou prejuízo (paga menos sobre o lucro real)
  • Precisa de planejamento tributário avançado
  • Atividade financeira ou com lucros do exterior (obrigatório)

O impacto na emissão de notas

O regime tributário afeta diretamente a nota fiscal:

  • Simples: usa CSOSN, não destaca ICMS (exceto ST), não aproveita crédito
  • Presumido/Real: usa CST, destaca ICMS, aproveita crédito

No NF-Lion, você configura o regime uma única vez no cadastro da empresa, e o sistema aplica as regras corretas em todas as notas. Veja nosso guia sobre CST vs CSOSN para detalhes.

Conclusão

Não existe "melhor regime" — existe o regime certo para cada empresa. O Simples é mais simples e barato para pequenas; o Presumido é equilibrado para médias; o Real é para grandes ou casos específicos. A decisão deve ser feita com seu contador, considerando faturamento, margem e atividade.

Dúvidas sobre qual regime escolher? Fale com a gente — ajudamos a configurar o NF-Lion para qualquer regime.

Tags:Gestão

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